sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Resenha de Para Sempre publicada no Menina da Bahia

Lizzy tem pais que não dão a mínima para ela e é com Justin e sua família que ela aprende o significado da palavra amor, fé e família. Aos cinco anos se tornam amigos, aos 12 namorados e aos 14 são separados. Justin teve de se mudar com seus pais e apesar de manterem contato por cartas, até estas cessam após algum tempo.

Mesmo assim, Lizzy nunca deixou de amar Justin. Continuou a estudar e até entrou na faculdade que ele disse que gostaria de cursar. E após dez anos o destino intervém e eles se encontram novamente. Mas nem tudo são flores. As lembranças doces do passado nem sempre correspondem com a realidade do presente e há brigas, choros, lutas, perseverança e, novamente, muita fé.
- Amo-a tanto que chega a me doer. Achei que nunca mais a veria e a vida não tinha graça, luz e nada fazia muito sentido. Eu apenas seguia, dia após dia, empurrando a vida como dava. Agora que te encontrei tudo ficou mais bonito. Vejo sentido nas coisas, quero crescer, quero seguir meus sonhos, quero ter uma família, cuidar e amar você como prometi há dez anos. Agora te farei minha mulher.
Pág. 207

Oh, achei esse quote tão Edward! *.* E yes, yes, cena hot em seguida! 8p

A história é contada por uma Lizzy já velhinha, lendo um livro sobre a vida deles para Justin. [Aí entra um pequeno detalhe: a história começa em 1985 quando Lizzy tem 5 anos. Agora ela tem 70 e poucos, então estamos no ano 2050? Achei isso meio esquisito!] O livro alterna da época em que a história se passou e o presente, de Lizzy relembrando a história. Isso lembra muito "Diários de uma Paixão", mas o problema, pelo menos para mim, é que a Lizzy atual acaba soltando uns spoilers do que ainda não foi contado. Então não teve aquele fator uau, mas mesmo assim você fica torcendo para ver como as coisas se desenrolaram.

Apesar de você já prever o final, ser um pouco clichê, isso não te impede de chorar e torcer pelos personagens. Lógico que tem horas que você quer dar uns supapos neles, mas é normal! Lizzy sofre que nem uma novela mexicana, acho que por isso que é tão viciante. O que fiquei chateada foi com minha falta de tempo. Queria sentar e ler o livro todo, mas tive de ir lendo aos pouquinhos. Os capítulos são curtos, então dá para fazer isso, mas senti que não entrei tanto no espiral de emoções que o livro desperta por causa dessas doses homeopáticas.

Jony, irmão mais novo de Justin, foi o meu personagem preferido, me acabei de rir com a sagacidade do garoto. E aí vem outra questão: teve gente que achou "adulto demais" as conversas das crianças. Eu, particularmente, não achei. Ao contrário, me achava super adulta na minha época de primário, então essa parte foi natural. Mas haverá os que estranharão.

Na verdade, a parte do linguajar que me deixou meio assim, assim, foi o jeito que a Lizzy falava de vez em quando. Mas ao pensar que ela já é uma senhora, até que dá para relevar tantas "borboletas" [Juro que quando li "perseguida" rachei de rir].

Há que se comentar a revisão do livro. Ai, tinha horas que doía de tanto erro. Um big NO NO para a Editora Baraúna. Isso não é culpa do autor, isso é claramente problemas de revisão e a Editora deveria apoiar os trabalhos nacionais e dar mais atenção aos detalhes.

Fora isso, Para Sempre, de Glaucia Santos (Baraúna, 358 páginas, R$ 29,90), é tão fofinho que dá para você passar por cima desses detalhes e curtir a leitura. A história tem de tudo um pouco, alcoolismo, violência doméstica, golpe de barriga, doença, mas também há triunfos, amor, amizade. Como falei, uma novela mexicana;  Ou seria "a vida como ela é"?

Recomendo!

KITTY GABE
  
http://www.meninadabahia.com.br/2012/10/para-sempre-glaucia-santos.html

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